Posturas de Trabalho I

Julho 12, 2009 at 9:13 pm | In Crise, Trabalho | 26 Comments

“Prefiro contratar estrangeiros. Os estrangeiros estao aqui para trabalhar. Os Irlandeses estao aqui… porque sao Irlandeses”.

- Empresária Irlandesa

26 Comentários »

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  1. Epah já ouvi isso em qualquer lado… ah já sei: em Portugal! :P

    • Os estrangeiros são recrutados em Portugal e fora dele não porque nós não queramos trabalhar lá, mas sim porque devido á Politica Laboral e imensa falta de fiscalização, estes são na maior parte explorados nos seus salários e nas horas exercidas, porquê?
      Porque interessa aos Senhores Hoteleiros, aos Senhores Construtores, e nisto amigos e sócios na Assembleia da República ter mão de obra barata e que se pode manipular a qualquer momento.

      • Qualquer dia vou preso por dizer as verdades, hehehe.

  2. Em Portugal é “prefiro contratar estrangeiros porque lhes posso pagar ‘muito pouco’. Aos portugueses tenho de pagar ‘pouco’, que para mim já é muito”

    • Venho do Brasil e fui p portugal trabalhar e posso dizer que conheco bem a realidade Brasil-Portugal-Irlanda.
      Ao chegar em Portugal, encarei uma realidade completamente oposta ao que esperava. Cobrancas, posturas nao profissionais por parte da equipa de gestao, Improdutividade. Uma das coisas nao me agradavam sao as velhas manias portuguesas de pausas, pausa p beber o cafe (30 min), pausa depois do almoco, pausa antes de sair. E nao so beber cafe, fumar (habito horrivel). Entao apos calcular todos essas pausas a rotina habitual de entra a 9 e sai as 8. E se for sair mais cedo p resolver assuntos pessoais, banco etc… Criticas como “Ja vais?”
      Enfim, existe essa ideia incrustada na cabeca portuguesa, pelo menos Porto-Coimbra-Lisboa, que ser produtivo é ficar mais do que 8 horas ao dia, numa rotina de pausas. O que nao implica em produtividade mesmo.
      Quanto ao salario em Portugal. Posso dizer que ganhava bem menos em Portugal que no brasil, mas fui devido a ser portugues e tb por aventura. Quando comparei o meu salario com varios amigos portugues, cheguei na conclusao que ganhava ate um pouquinho melhor que meus caros patricios. Acho que o verdadeiro motivo dos salarios baixos, é mesmo o fato do povo ser subjulgado. Quando fui embora diziam-me: Vais arrepender-se, ou mesmo tentavam-se os amigos me convencer o contrario, de se ser passivo, que aquilo estava tudo mesmo muito bem.
      Cheguei em Irlanda, realidade totalmente oposta. Aqui entra-se as 9 e sai-se realmente as 5. Nao ha controle rigoroso das horas. Ambiente “fair” e descontraido. E dizer que os Irlandeses nao trabalham, nao concordo tb – visto a natureza improdutiva do europeu continental. Dizer que pagam menos aos imigrantes, tb nao concordo ja que vi imigrantes ganharem beeem mais que os nativos. Acho que o que define a natureza irlandesa é ser justo: Tens boas qualificacoes, entao paga-se bem. Diferente da natureza exploratoria de outros lugares…
      Saudades nao sinto… Só dos amigos
      Enfim…

  3. Também há quem diga em Portugal que os estrangeiros querem trabalhar e os portugueses não, por isso tudo depende da maneira como vemos as coisas.

    • Nuno, diz-se isso sobre os trabalhos nao-qualificados (construcao civil etc) que os Portugueses nao querem fazer porque acham “degradante” e/ou nao está de acordo com o seu “status social”. O meu primeiro chefe aqui na Irlanda disse-me que estava a pensar deixar a informática e ir trabalhar para um bar. Pergunta a um chefe qualificado qualquer em Portugal o que acha dessa ideia.

      O caso da citacao do post (e, talvez se possa dizer, algo geral na Irlanda) é muuuuuuuito diferente

      • Na Suiça também é usual deixar um bom cargo para se dedicarem a outros sectores por razões que nada têm a ver com dinheiro ou carreira. Mais tempo com familia, menos stress, uma profissão apaixonante ou um sonho de infância.

        Isto faz-me lembrar um colega meu de secundario que tinha uma média de 19 valores. Colegas e Professores insistiam constantemente que ele deveria de ir para Medicina porque estaria feito para toda a vida e com essa média entraria com facilidade.

        Pois bem, escolheu Engenharia com média de 12. Realmente em Portugal muito se aprecia quem quer viver das aparências e do status.

        é feliz, bom profissional e faz o que gosta!

      • Eu não fui muito diferente. Não há nada como fazer aquilo que gostamos. “Fomos” eu sei que a mentalidade não tem nada a ver, mas noto que nós os emigrantes também temos tendência a puxar a brasa à nossa sardinha.

        Em Portugal nenhum chefe pensa em mudar para um bar, porque simplesmente não iria conseguir viver com esse salário. Estou/Estamos num país que toda a população tem um ordenado confortável, o que não acontece em Portugal.

      • Nuno, conheço casos de portugueses que ganham 2650 euros limpos por mês aqui e dizem que querem voltar para Portugal apenas e porque la eram chefes! Quando tinham um ordenado 4 vezes inferior mas na opinião deles tinham outro estatuto. Que gostavam de entrar na empresa e serem bajulados pelos colegas e de estar numa posição autoritaria!

        O mesmo idiota que diz isto diz que se a esposa quisesse ir embora que ele iria hoje e que a Suiça não presta para nada, quando é a Suiça que proporciona o pagamento dos créditos dos carros e mansão que constroi para inglês ver. Mentalidade tipica de emigra tuga! Cospem no prato que lhes da de comer mas não deixam de rapar e de inventar constantes esquemas, ilegais por certo, para ganhar ainda mais dinheiro!

        Ja me cansei de tanto choradinho e disse-lhe força, vai para a tua terra. Deveriam até irem todos os que pensam assim. O certo é que por ca continua e assim continuara!

        Se antes criticava quem vinha para a Suiça apenas por dinheiro para voltar a Portugal agora até apoio, apenas para que regressem o mais depressa possivel e que a imagem de emigrante portugues neste pais possa finalmente mudar!

        Concordo que é um dos factores que faz com que não queiram passar de chefe para bar mas penso que o que esta enraizado na cultura é mesmo o de complexo, de sentimento de humilhação quando os colegas, que por sinal em Portugal são muito gozões e chicos espertos atiram piadas e dizem: O Antonio era chefe e foi tão idiota. Ve la Bem que foi passar de chefe para empregado de bar!

        Custa-me entender como é que ha pessoas que obtem satisfação pessoal com este tipo de comentario.

  4. Isso nao é novidade nenhuma. Até a comunicacao social fomenta essa ideologia. Num daqueles programas de radio em que os ouvintes podem ligar e participar (nao me lembro de foi na Phaontom ou na FM104), houve um tipo que liga para lá com um discurso de ódio perante os imigrantes (vem para cá, ficam com os nossos trabalhos, este país está over-populated por estrangeiros, bla bla bla). Esse mesmo ouvinte levou uma corrida dos animadores e outros ouvintes q participaram. A frase fabulosa de um dos animadores: “Os estrangeiros vem para cá TRABALHAR, em muitos casos, eles deram-nos uma licao – Irlandeses – sobre o que é hard work, o que dizes nao tem fundamento”. No fundo, é verdade sim. Devem haver low-life’s estrangeiros cá, que se aproveitam do sistema e seguem um estilo de vida incompatível com uma sociedade justa, mas pelo que me parece, sao poucos.

    Fomos, quanto à questao de status social… Parece que em Portugal se desenvolveu uma ideia perante as pessoas cujo trabalho nao envolva gestao ou que implique trabalhar directamente com o cliente. Por vezes, parece que uma pessoa só é bem sucedida quando está num cargo de gestao/management. Aos olhos desses, eu serei um otário, pois rejeitei o plano de progressao de carreira para me manter na minha actual posicao, pois quero continuar na area técnica (estar onde está a accao), o que para muitos pode ser visto como uma limitacao intlectual ou um sinal de fracas expectativas… Simplesmente tenho muito q aprender antes de me encostar num cargo de gestao, estou a fazer o que gosto!

    Agreed!?

    • Também noto isso, em Portugal para teres um bom ordenado e regalias só chegando ao Management, pessoalmente não desgosto dessa ideia, mas sendo novo não há nada como passar uns bons anos na área técnica a aprender.

      Mais uma vez é muito difícil ser bem remunerado sendo um especialista num conhecimento, não gerindo ou liderando equipas. No CERN pelo menos isso é possível e foi algo que gostei, nada como abrir os horizontes.

  5. O meu primeiro trabalho na Holanda foi nas limpezas, ou schoonmaker, como dizem por aqui. 1800€ por mes, nao me pediram CV’s nem habilitacoes, só me perguntaram se tinha experiencia, eu disse que vivia sozinho, ah, isso chega. Comecei a trabalhar no dia seguinte.
    Em Portugal, já farto de mandar CV’s, fui a uma agencia de recrutamento ver trabalho na construcao civil, tenho dois bracos em bom estado, o trabalho nao assusta. Pediram CV, habilitacoes, atestados médicos, cadastro criminal, o diabo a 4, ah, e tal, nós nao o podemos contractar porque o senhor é engenheiro e temos que lhe pagar mais. Nem perdi tempo com contra-argumentacoes, nao há pachorra.
    Agora ganho o que muitos colegas engenheiros nao ganharao nunca em Portugal, a nao ser, e muito hipoteticamente, em lugares de “management”. Ah, e convem esclarecer que ainda nao tenho um ordenado por ai alem e que se comparamos a terrinha Holandesa onde eu trabalho com Portugal, será qualquer coisa tipo Elvas. Agora arranjem lá um trabalho de Eng. Inf., versao Software Engineer, em Elvas e com um ordenado que nem em Lisboa, quanto mais.
    Ah, e nao me venham com essa do custo de vida mais elevado, porque entre as compras no http://www.ah.nl/ ou no http://www.continente.pt/, nao achei muita diferenca.
    É verdade que aqui um café custa 2€, e depois?????, eu nao preciso de beber cafá todos os dias, mas preciso de comida no prato todos os dias.
    Rui e Susana, dois tugas de Almada e Cascais a viver em Wageningen, Holanda.

    • Obrigado pelo testemunho! Sao realmente duas realidades diferentes. Aproveito e acrescento que gosto imenso do vosso blog! :-D

  6. Boa tarde,

    Chamo-me Serafim Teixeira, sou português, tenho 38 anos de idade e sou empregado bancário.
    Tenho como hobbie a colecção de bilhetes e como tenho dificuldades em arranjar para a minha colecção bilhetes dos outros países venho por este meio pedir a vossa ajuda através do vosso site para apelar a todos os portugueses e não só, que tenham ido ver alguns jogos de futebol e não queiram os bilhetes, o favor de não os deitarem os fora.
    Deixo o meu e-mail : serafimteixeira@gmail.com
    e a morada:
    Serafim Teixeira
    Rua Raul Pereira Sousa 5 – 2 FTE
    Feijo 2810-398 Almada
    Portugal

    Muito obrigado pela ajuda.
    Cumprimentos
    Serafim Teixeira

    • Serafim, ainda nao fui ver um único jogo de futebol aqui, visto ser um desporto com pouco impacto neste país :-) Mas quando for, eu guardarei os bilhetes.

  7. Ola , sou irlandes mas gostaria muito a falar bem portugues mas infelizmente nom conheco nenguem aqui em cork . estive no Porto para aprender na lingua em Julho mas agora estou aqui em cork e queria uma amiga por falar e conversar com por practicar o meu mau protugues.

    Fergus…. mcgovernfergus@yahoo.ie ou 086 2233445

    obrigado

  8. olá, estamos a pensar ir viver e trabalhar para a irlanda. Acabámos de vir daí , estivemos em Dublin 3 semanas, mas embora eu não tivesse muita dificuldade, o meu marido, que trabalha na construção como carpinteiro de confragem, viu-se com dificuldades de arranjar trabalho, todas as obras onde se dirigia diziam q não havia trabalho, será q alguém conhece ou tem o contacto de pessoas q trabalhem nesse ramo? Decidimos voltar , pq as entrevistas a q fui não pagavam mais q 1200€ por mês, e para uma familia de 6, pq temos 4 filhos ia ser díficil ficar, principalmente por causa das rendas em Dublin. No entanto continuamos com esperança de q tenhamos alguma resposta q dê para a nossa situação, gostámos muito da nossa estadia aí. Eu tenho dois irmãos q estão à dois anos a viver e trabalhar em Dublin, mas a área deles é informática e não conhecem ninguém no ramo da construção. Se souberem de alguma coisa agradeço o contacto, o nosso email é nl.confragens@hotmail.com. Obrigada;)

    • Pois, o mercado da construcao foi o que mais sofreu na Irlanda com a crise. Encontrar emprego nessa área deve ser, neste moment, quase impossível.
      No entanto, considerando que pode ser possível (dificil, mas possível) encontrar um emprego noutra área a pagar o ordenado mínimo, e considerando abono de família para as criancas (150 eur cada, o valor varia com as idades), 3000 Eur nao é muito mau, principalmente se encontrarem algo fora de Dublin.

  9. olá! its me again:)…então não tive resposta:( está tudo de férias? será q a familia Fomos está por cá tb? Bom, vou ficando à espera de uma resposta, ok?…já estive a dar uma olhadela por outros posts aqui do blog mas nada q responda à minha pergunta…agradeço alguma informação, thanks

    • Peco desculpa Sofia, prometo ir responder ao teu outro comentário já a seguir!

  10. Caro Sr fomos,

    descobri o seu blog á uns dias e já me pôs a par de tudo oque escreveu, desde o inicio ate agora.

    Tambem eu estou a considerar ir para a irlanda, e precisava de algumas ilucidações e dicas acerca das coisas mais elementares: renda de casa, qual o custo de vida (mt diferente de portugal?), etc.

    Quando me puder responder… :)

    beijinhos e felicidades pra si e para a familia!

    • Ana Rita, encontrarás resposta a essas perguntas no resto do blog. Se, depois de leres os comentários de outros leitores nao encontrares resposta para alguma pergunta específica, avisa-me que eu terei todo gosto em te responder.

  11. Boas, estou a pensar também partir com a minha namorada rumo à Irlanda.
    Gostaria de saber alguns detalhes como, com quanto dinheiro começar, onde poderei viver inicialmente (um quarto para dois) e que tipo de salário poderei estar à espera.

    Obrigado e felicidades para vocês. :)

    • Ricardo, encontrarás resposta a essas perguntas no resto do blog. Se, depois de leres os comentários de outros leitores nao encontrares resposta para alguma pergunta específica, avisa-me que eu terei todo gosto em te responder.


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