Importa-se de repetir?
Abril 3, 2008 at 5:03 pm | In Trabalho | 14 CommentsO Ministro Portugues da Ciencia e Ensino Superior, Mariano Gago, disse numa entrevista que “quase não há desemprego entre licenciados”.
…
Eu ja’ ouvi muitas enormidades ditas por politicos portuguesas, e nunca nenhuma delas digna de ser estoria neste blog, mas acho que esta faz inveja ao famoso Ministro da Informacao Iraquiano.
A nao ser que ele nao se estivesse a referir a Portugal, “quase não há desemprego entre licenciados nas Ilhas Tuvalu” – se calhar ja’ acredito.
14 Comentários »
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Parece-me que o Sr. Ministro está a candidatar-se ao prémio da piada do ano. E, assim a seco, parece-me um excelente candidato!
Comentário por Borboleta — Abril 3, 2008 #
O sr. ministro não tem razão mas é por pouco tempo,é que daqui a pouco não vai, de facto, haver licenciados no desemprego em Portugal, vão estar todos a viver num qualquer outro país, dando assim razão a este visionário.
Comentário por Vitor Pereira — Abril 3, 2008 #
Desculpe sr Fomos, mas o senhor está completamente alheado da realidade em Portugal e da crueza dos números que, matematicamente, nunca falham. Vamos ao números dos Centros Emprego: quantos licenciados estão desempregados? Muito poucos ou quase nenhuns, obviamente. Quem de nós não conhece licenciados em Economia ao balcão dos Correios? Licenciados em Letras e em Engenharia a carteiros, empregados em bares, em caixas de hipermecados? (etc, etc, etc)Quase sempre a contrato e a recibos verdes,enfim “provisórios”. ( Este comentário não envolve qualquer desprimor para as profissões nomeadas como exemplo) Ou então, a nova elegante maneira de encobrir o desemprego- os estágios profissionais financiados- as empresas utilizam os recém – licenciados e têm grandes benesses com isso, ou seja quase não dispendem qualquer “tostão”. Também as pós- graduações são um hábil modo de disfarçar os números- os licenciados que continuam a estudar, a tirar pós-graduações e mestrados na mira de conseguir um emprego na sua área de estudo.
Assim, claro que se pode dizer que quase não há desemprego entre os licenciados portugueses… ou trabalham em áreas muito diferentes das suas qualificações académicas ou estão a estudar! Como vê sr. Fomos, o ministro tem toda a razão!
Comentário por Ana — Abril 3, 2008 #
ehehehe
Tomo as palavras da Ana como mote de comentário. Sem duvida que entre os casos que expõe e os de licenciados e afins que resolvem procurar novos rumos de vida noutros paises, é bem possível que os números possibilitem falar-se assim. O que, porém, não corresponde à verdade, pelos factos mencionados!
Mas como diz o Sr. Fomos, nas próxima eleiçoes, 80% vão votar no mesmo partido que votaram toda a vida. É tipo clube de futebol, para muita gente…
Comentário por Helder Marques — Abril 3, 2008 #
Estive inscrito no Centro de Emprego e recusei ir a uma acção de formação para nível III (que nada tinha a ver com a minha área) a 110 km de distância e 15 dias depois recebi uma carta toda pipi a informar que por falta de comparência já não estava inscrito(?)
E assim sendo, deixei de fazer imediatamente parte da estatística!
Assim resolve-se o desemprego em Portugal… como faca quente em manteiga!
Fomos, se escrever uma asneira daquelas feias fica registado?!
Comentário por Sonhos Milka — Abril 4, 2008 #
Tenho um amigo americano que diz que nunca quer adoecer em Portugal porque ao pedir um DOUTOR em vez de um médico concerteza seria atendido por um economista
:D:D
Comentário por Sonhos Milka — Abril 4, 2008 #
Acho que o senhor ministro deveria ir a uma consulta psicológica.
Comentário por Ricardo — Abril 4, 2008 #
sim. Ate deve ser facil de encontrar um psicologo barato, deve haver varios a servir no cafe onde ele toma a sua bica
Comentário por Abilinho das duzias — Abril 4, 2008 #
Vi o seu comentário no blogue “As Vicentinas de Braganza” e por coincidência também estou na Éire, mas neste caso a fazer Erasmus…
Estou em Galway… Podiamos trocar ideias pelo msn o meu msn é o mail que deixei aqui!
Um abraço
Comentário por baby_boy_swim — Abril 4, 2008 #
Eu sugeria a minha mulher que é psicóloga mas como em Portugal não arranjava trabalho sem ser escravizada e mal paga, agora está a trabalhar num laboratório na Suiça.
E o mais incrível é que por vezes ouço familiares e amigos como mentalidades tacanhas a dzier: “ah coitada! há que começar por algum lado não é?”
Comentário por Sonhos Milka — Abril 5, 2008 #
O ministro Gago tem umas piadas muitas giras… Ele deve pensar que o dia da mentira é quando um politico tuga quiser. Assim vai a “geração rasca” de politicos tugas!!!
Comentário por Pedro Silva — Abril 8, 2008 #
Por acaso tenho pessoas em Portugal que também dizem ah coitada… mas acho que no fundo sabem que estou melhor que eles… só que custa admitir.. dizem sempre “bem, ao menos sabes que quando não estiveres bem podes sempre voltar para Portugal….” e eu cá penso, se tiver menos bem não é em Portugal que vou ficar melhor e se algum dia tiver que servir cafés, mesmo assim, tou melhor servindo-os aqui por Dublin
Eu era uma dessas licenciadas que n fazia parte das estatísticas… primeiro pq me não me inscrevia no Centro de Emprego, porque eles são uns idiotas que só nos sabem arranjar emprego noutras áreas e depois porque comecei a trabalhar em Finanças… eu sou da área de Design… lol
Ou seja, para fazer o que o Centro de Emprego fazia, fi-lo eu mais depressa…lol Depois desisti desse país, como mtos fazem e vão fazer, e vim para a Irlanda.
Abraço
Comentário por tatoia — Abril 17, 2008 #
Esta’ visto que todos ficaram tao embasbacados com estes comentarios do ministro quanto eu
Abilinho, levas o premio do comentario do mes!
Sonhos Milka, ter saido foi a decisao certa, nunca se arrependam
baby_boy_swim, se quiseres manda-me um mail ou fala comigo no GTalk, o endereco esta’ no canto superior direito deste blog
Tatoia, sim, para trabalhar ou para estar desempregado, mais vale num pais civilizado do que em Portugal
Comentário por fomos — Abril 17, 2008 #
Estão a exagerar.
No dia-a-dia observo que não é errado o que o Ministro disse.
Tenho encontrado vários recém-licenciados que, após alguns meses de “luto” (não se esqueçam que o ex-ministro Jorge Coelho esteve 4(quatro!) anos de “luto”-pagável para ir para Pre-disente da Administração da Mota-Engil), encontrei-os empregados em caixas de super mercados, em lojas de conveniência, em vendedores de fruta e outros bens de 1ª necessidade. Não entenderam bem as palavras do membro do Governo. Isto são as “novas oportunidades”. Quem sabe se amanhãa um deles ganha o euromilhões e consegue ser feliz?
Leiam nas entrelinhas, que é como se deve ler os políticos.
Um português resistente(ainda não em clandestinidade)
Comentário por Fernando Quaresma — Abril 19, 2008 #