Decisoes, decisoes (ou: uma oportunidade perdida)

Janeiro 31, 2007 at 9:05 pm | In Trabalho | 1 Comment

Estes ultimos dias teem sido (positivamente) complicados devido a uma decisao importante que tinha de tomar. Para ou bem ou para o mal tomei-a hoje…

Nao me candidatei a um lugar que tinha, em principio, garantido, o de Chefe de Equipa dos Administradores da ferramenta-que-eu-trabalho para toda a EMEA (Europe, Middle East and Asia).

Mas como aconteceu isto? E porque recusar um cargo tao interessante?

Ha cerca de 2-3 meses a pessoa que ocupava o cargo acima deixou a empresa. Num dos ultimos dias dela, conversamos um pouco e mencionei-lhe como tinha pena que nos fosse deixar. Inesperadamente, ela perguntou-me: “Se abrirem uma candidatura, ficas com o meu lugar?”. Na altura ri-me um pouco e agradeci o voto de confianca, mas disse-lhe que, sendo eu um developer (com conhecimentos de administracao, e’ verdade, mas nada tao avancado como ela), nao seria a pessoa ideal para o cargo. “Oh eu acho que serias!”

Nunca mais pensei no assunto ate que pouco mais de uma semana, os dois outros administradores que ficaram, avisaram-me que o cargo ia, efectivamente, abrir. “Nao te queres candidatar?”. Ri-me de novo. “Acho que nao nos estas a levar a serio. Nos gostavamos que fosses nosso chefe.”

Fiquei sem palavras. E’ um elogio que ultrapassa palavras. Embora em momentos complicados os ajudei em questoes de administracao, a verdade e’ que eles nao sao da minha equipa, o que torna a vontade deles me terem como chefe ainda mais especial.

Muitas outras variaveis, que nao mencionarei aqui, se conjunturavam a favor, e tenho quase a certeza que uma candidatura minha ao cargo teria sucesso…

Entao, o que mudou?

Ha uma pessoa com quem, naturalmente, fui falar, e depois de duas conversas, so’ conseguiu “apenas” que aumentasse o meu ja enorme respeito por ele, e que desistisse de me candidatar: o meu Manager.

Foram conversas prolificas, em que me pediu para falar do que atraia a posicao de “Team Leader” dos Administradores, e tambem o que gostava/nao gostava da posicao actual. Mencionou uma vez mais quao critico eu era para a equipa, entre outros factos que tambem nao menciono (mas que me deixam “babado”)… mas frisou que qualquer que fosse a minha decisao que me apoiava. Mencionou tambem que nao vai acelerar nada pelo facto de estar a considerar sair (algo que admiro ele ter feito), mas que ja esta em andamento a minha promocao para Senior. Para alem de outras ideias para o futuro…

Nao me tentou vender peixe, nao me prometeu mentiras e compreendeu a minha “sede” de me candidatar a esta vaga. Respeito++

No fim da conversa, acabei por decidir ficar onde estou. Mais que o dinheiro ou posicao, senti que era preferivel trabalhar para um Manager que conhece e aprecia o meu trabalho, do que me arriscar logo ‘a partida numa posicao elevada com outro Manager que pode nao conhecer o meu valor.

Ou seja, e’ preferivel subir a montanha devagar do que me atirar directamente para o pico, e arriscar a cair por ela abaixo.

E, se tudo correr conforme esperado, a posicao de Senior vem para breve e… outras oportunidades virao!

Uma empresa ‘a Americana/Irlandesa

Janeiro 17, 2007 at 4:27 pm | In Custos de vida, Trabalho | 1 Comment

Embora so’ la esteja a cerca de 4 meses, e ainda nao seja um funcionario “permanent” (o que em Portugal chamamos “pertencer aos quadros”), o meu enteado participou da avaliacao anual da empresa onde trabalha.

A avaliacao foi, naturalmente, positiva e ja teve direito a participar nos aumentos salariais anuais.

Cerca de 5% mais e’ quanto ele vai comecar a ganhar.

Nada mau! ;) Tenho amigos em Portugal que durante anos a fio nao conheceram o significado da palavra aumento. “Aumento? So se for de trabalho” dizem eles…

EDIT: Nao me enganei na percentagem, mas acho que me enganei nos valores exactos em Euros, tenho de me informar melhor e depois faco nova correccao ao post.

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